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Já foram realizados 464 transplantes de rim. Nos últimos 11 meses, foram registrados mais dois transplantes de coração
No final de julho passado, a Policlínica Pato Branco atingiu a expressiva marca de 464 transplantes de rim executados pela equipe de profissionais da Unidade de Terapia Renal. Um homem de 60 anos, morador de Foz do Iguaçu, recebeu o rim de um doador falecido, situação semelhante a do primeiro transplante realizado 23 anos antes, em 22 de maio de 1986 - uma mulher teve transplantado um rim de doador falecido. Muito tempo se passou e os transplantes de rim tornaram-se quase que rotina na Policlínica. Além da competente equipe de profissionais, comandada pelos nefrologistas Jorge Ramos, Magnus Engel e Daniel Nascimento, a infraestrutura oferecida pelo hospital, com Centro Cirúrgico de primeira linha, contribuiu para fortalecer o procedimento, que é referência na região.
As mesmas características levaram o hospital a enfrentar outro ousado desafio, em 2004: o transplante de coração. De lá para cá, foram sete transplantes, sendo que dois aconteceram nos últimos dez meses, todos comandados pelos cirurgiões Paulo Giublin e Rinaldo Wolker, com a participação de anestesiologistas e nefrologistas (responsáveis pela imunossupressão, ou seja, a supressão artificial da resposta imunológica, com a utilização de drogas, para que o corpo não rejeite um transplante).
A realização de transplantes de coração na Policlínica foi um dos sucessos do Departamento de Cirurgias Cardíacas do hospital. O mais recente é o reconhecimento nacional nas cirurgias cardíacas pediátricas. Neste ano, a Policlínica foi credenciada na Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade (CNRAC) do Sistema Único de Saúde (SUS). Na prática, isso significa que o Serviço de Cirurgias Cardíacas do hospital pato-branquense foi autorizado a realizar cirurgias em bebês e crianças com problemas no coração, provenientes de outras regiões do país.
Até o momento, já foram realizadas cirurgias do tipo em pacientes do Acre, Alagoas, Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Paraíba e Tocantins pela equipe composta pelos cirurgiões cardíacos Paulo Giublin e Rinaldo Wolker; pela cardiologista pediátrica Thais Giublin; pelos médicos anestesiologistas Almir Antonio Molossi, João Pimentel da Silva e Ivai Saião Aranha Falcão Azevedo; e por Fernando Rios Fonseca, pediatra e responsável técnico pela UTI Neonatal e Pediátrica da Policlínica.
Acreditação hospitalar A busca pela qualidade nos serviços de saúde levou a Policlínica Pato Branco a mais uma conquista em março passado. O hospital recebeu a certificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA), espécie de ISO 9000 do setor de saúde. Para atingir a acreditação hospitalar, a instituição precisou mostrar práticas, atitudes, documentos e registros que evidenciam a realização de todos os procedimentos com a segurança e o rigor exigidos pelas normas sanitárias e técnicas, pelas boas práticas assistenciais e pela legislação. “Ou seja, tivemos que demonstrar que os serviços de saúde prestados são seguros e de qualidade. Todo o processo levou mais de três anos e envolveu todos os nossos colaboradores”, detalha o diretor superintendente da Policlínica, Ivanio Guerra.
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