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Neste domingo, 27 de setembro, será celebrado o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos. Para destacar esta importante data, membros da Comissão Intra-hospitalar para Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) da Policlínica preparam mobilização na praça Presidente Vargas, no centro de Pato Branco, prevista para a manhã deste sábado (26). Com apoio da Poli Saúde, enfermeiras e colaboradores da Policlínica entregarão material impresso e falarão sobre a importância da doação de órgãos, das 9h às 12h. Na Policlínica Pato Branco, são realizados transplantes de rim e coração e, recentemente, iniciou-se a captação de olhos. Até o momento, já foram realizados 468 transplantes de rim e sete transplantes de coração no hospital pato-branquense.
Também como parte das ações para lembrar o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos, dois médicos da Policlínica - Paulo Giublin (cirurgião cardíaco) e Jorge Ramos (nefrologista) - participarão neste sábado do programa TV Total, da TV Sudoeste. Os médicos falarão sobre os desafios e obstáculos relacionados à doação e ao transplante de rim e coração.
A data de 27 de setembro foi escolhida pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) para comemorar o Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos em homenagem a São Cosme e São Damião. A associação se ampara na história de que os irmãos foram médicos e realizaram o primeiro transplante de que se tem notícia na história: transplantaram a perna de um escravo mouro morto para um sacerdote do clero romano que sofria de câncer.
As principais dúvidas e respostas sobre a decisão de tornar-se doador Como posso ser doador? Atualmente, para ser doador no Brasil não é necessário deixar escrito qualquer documento. Basta comunicar aos familiares sobre o desejo da doação. A doação de órgãos só pode acontecer após autorização da família.
Que tipos de doadores existem? Doador vivo - Qualquer pessoa saudável que concorde em ser doador. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea e parte do pulmão. Pela lei, parentes até quarto grau e cônjuges podem ser doadores; não parentes, somente com autorização judicial. Doador falecido – Paciente com morte encefálica em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de hospitais que possuem coordenadoria capacitada para reconhecer e manter os possíveis doadores, geralmente vítimas de traumatismo crânio encefálico e AVC (derrame cerebral). A retirada dos órgãos é realizada em centro cirúrgico, a exemplo de qualquer outra cirurgia.
Quais órgãos e tecidos podem ser obtidos de um doador falecido? Coração, pulmão, fígado, pâncreas, intestino, rim, córnea, veia, pele, ossos e tendão.
Para quem vão os órgãos? Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em Lista Única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada Estado e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde.
Como posso ter certeza do diagnóstico de morte encefálica? Não existe dúvida quanto ao diagnóstico. O diagnóstico da morte encefálica é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina. Dois médicos de diferentes áreas examinam o doador, sempre com a comprovação de um exame complementar, respeitando os critérios da Resolução CFM nº 1.480 de 08 de Agosto de 1997 - Critérios de Morte Encefálica.
Fonte: Grupo Hércules
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